sábado, 28 de janeiro de 2017

Leonardo Ferreira Marques Barão de São Leonardo

Leonardo Ferreira Marques  
Barão de São Leonardo





Barão de São Leonardo, Leonardo Ferreira Marques (Sítio Fortuna, Mombaça). Agraciado por D. Luís I 32º rei de Portugal, em 1870. Nasceu em 1817. Membro da Guarda Nacional, participou da “Balaiada” no posto de capitão. Já como coronel, recebeu as comendas da Imperial Ordem da Rosa e da Imperial Ordem do Cruzeiro. Casou-se em 1847 com a francesa Aline Gauthier, baronesa de São Leonardo, com quem teve quatro filhos, dentre os quais, Aline Marques Gomes Parente, casada com Esmerino Gomes Parente, ex-presidente da província do Ceará. Foi presidente da província do Amazonas, em 1868.

Nobreza Cearense: Barões e viscondes não assinalados

http://www.casadoceara.org.br/









Netos do Barão de São Leonardo
Filhos de Aline Gomes Parente e Esmerino Gomes Parente


https://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_Ferreira_Marques


Leonardo Ferreira Marques

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Retrato a óleo do barão de São Leonardo, de autoria de Vienot e Morillet, 1889.
Leonardo Ferreira Marques, primeiro e único barão de São Leonardo, (Sítio Fortuna, Mombaça8 de agosto de 1817 — Fortaleza9 de junho de 1894) foi um dos quinze barões provenientes do estado do Ceará.
Filho de Raimundo Pereira da Silva  e Tomásia Ferreira Marques. O título nobiliárquico foi concedido por D. Luís I (1838 - 1889), 32º rei de Portugal, por decreto de 23 de novembro de 1870. Membro da Guarda Nacional, participou da “Balaiada” no posto de capitão. Já como coronel, recebeu do governo imperial brasileiro as comendas da Imperial Ordem da Rosa e da Imperial Ordem do Cruzeiro. Casou-se em 1847 com a francesa Aline Gauthier, baronesa consorte de São Leonardo (1 de julho de 1823 — 10 de julho de 1904), com quem teve quatro filhos, dentre os quais, Aline Marques Gomes Parente, casada com Esmerino Gomes Parente, ex-presidente da província do Ceará.

Leonardo Ferreira Marques e Aline Gauthier
Quadros do Museu do Ceará





Aline Gauthier - Baronesa de São Leonardo

Leonardo Ferreira Marques - Barão de São Leonardo

Aline Gauthier - Baronesa de São Leonardo


Leonardo Ferreira Marques - Barão de São Leonardo

Aline Gauthier - Baronesa de São Leonardo
















Barão de São Leonardo – [*08.08.1817 – †09.06.1894]





Leonardo Ferreira Marques nasceu no Sítio Fortuna, em Mombaça-CE, a 8 de agosto de 1817 e faleceu em Fortaleza-CE, a 9 de junho de 1894, aos 76 anos de idade, onde foi sepultado.
Era filho de Raimundo Pereira da Silva de Tomásia Ferreira Marques, tetraneto de Maria Pereira da Silva (uma das primeiras habitantes e fundadora da cidade de Mombaça) e sobrinho de Pedro Ferreira Marques. Teve dois irmãos: Bento Ferreira Marques Brasil (Capitão Bento Brasil) e Raymundo Ferreira Marques brasil (meio-irmão) que era pai de José Ferreira Marques Brasil (velho Zuza do Riacho Verde) e Antônia Ferreira Marques (que foi casada com Francisco Aderaldo de Aquino, bisavós maternos do ex-governador do Estado do Ceará Dr. Plácido Aderaldo Castelo).
Membro da Guarda Nacional, de dezembro de 1838 a janeiro de 1841, participou como voluntário da rebelião dos Balaios ou “Balaiada” no posto de capitão, pacificando, ao lado do então coronel Luís Alves de Lima e Silva, posteriormente Duque de Caxias, patrono do Exército brasileiro, as províncias conflagradas do Maranhão, Piauí e Ceará. Já como coronel recebeu do governo imperial as comendas “Imperial Ordem da Rosa” e “Imperial Ordem do Cruzeiro”. Foi 1º vice-presidente da Província do Amazonas, chegando a assumir a presidência a 24 de agosto de 1868, por um período de três meses. O título nobiliárquico foi concedido por D. Luís I (1838-1889), 32º rei de Portugal, por Carta de Título de 23 de novembro de 1870, conforme Registro Geral de Mercês de D. Luís I, livro 23, folha 209 (Arquivo Nacional da Torre do Tombo). O Barão de São Leonardo foi um dos primeiros acionistas da Estrada de Ferro de Baturité, em 1882.
Foi casado com a francesa Aline Gauthier, Baronesa de São Leonardonascida a 1º de julho de 1823 e falecida a 10 de julho de 1904, aos 81 anos de idade, com quem teve quatro filhos. Leonardo Ferreira Marques, o Barão de São Leonardo, e Aline Gauthier, a Baronesa de São Leonardo, foram sepultados no Cemitério São João Batista, em Fortaleza-Ce. Em seu testamento datado de 20 de março de 1887, o Barão de São Leonardo declara que o seu enterro seja feito modestamente.
Chapeleiro em estilo medieval que pertenceu a Leonardo Ferreira Marques, o Barão de São Leonardo, que o adquiriu em Paris por ocasião de uma de suas viagens à Europa, encontra-se exposto no Memorial do Poder Judiciário do Estado do Ceará. Na galeria dos benfeitores da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza está aposto o seu retrato a óleo. Compõem o acervo do Museu do Ceará retratos pintados a óleo do Barão e da Baronesa de São Leonardo.
Muito lhe devem a Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza e a Estrada de Ferro de Baturité, que dele obtiveram valiosa contribuição assistencial e material.
Origem: Fontes: BENEVIDES, Augusto Tavares de Sá e. Mombaça: biografia de um sertão. Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 1980; CASTELO, Plácido Aderaldo. O Barão de São Leonardo. Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 1942; COSTA SOBRINHO, Manuel. Minha árvore genealógica. Fortaleza: [s.l], 1997; Arquivo Público do Estado do Ceará – APEC.

"O capitão - Pedro da Cunha, portuguez d'origem, e casado em seu paiz, veio de Pernambuco estabelecer-se em Mombaça, hoje freguezia de Maria Pereira, e alli foi um dos primeiros proprietarios de terras e gados.
Sua primeira filha - D Ignacia, - enviuvando, passou as segundas nupcias com Thomas Ferreira Magalhães, negociante, natural da cidade da Parahiba, e pertencente a uma das melhores familias do lugar, ainda hoje ramificada em Pernambuco.
Thomas Ferreira Magalhães teve diversos filhos, entre os quaes se conta D. Thomazia Senhorinha de Aquino, muito conhecida na cidade de Sobral, e nessa capital; casada que foi com Raymundo Ferreira Marques, de quem abaixo diremos quaes seus paes.
Raymundo Ferreira Marques e D. Thomazia Senhorinha d'Aquino são progenitores dos valentes militares - Major Bento Ferreira Marques Brasil, e tenente-coronel, Leonardo Ferreira Marques; aquelle por seus feitos a serviço no sul do império, e este na balaiada de Piauhy; exercendo hoje no Alto Amazonas comando superior da guarda nacional, e gozando do maior prestigio devido a posição, que occupa, ao seu trato affavel, e a imensa fortuna de que dispõe.
Thomas Ferreira Magalhães, e D Ignacia, filha do capitão Pedro da Cunha, pois, são bisavós maternos do Sr Castro Magalhães.
Transcrição do Jornal A Constituição. Ano V Domingo, 18 de Agosto de 1867. Nº 79. Página 3.
Genealogia Sobralense, Vol. II Os Gomes Parente, Tomo VI

143 Leonardo Ferreira Marques (Barão de São Leonardo), filho de Raimundo Pereira da Silva e de D. Thomazia Ferreira Marques, e irmão de Bento Ferreira Marques Brasil e Raimundo Ferreira Marques Brasil(meio-irmão). “ Nasceu em 08.08.1820, no sítio Fortuna, Município da Vila de Campo Maior de Quixeramobim, depois freguesia de Maria Pereira (Dec. de 06.09.1832 e hoje, simplesmente Quixeramobim, Mombaça (lei nº 550, de 27.11.1851). Havia doze anos que nascera Leonardo Ferreira Marques, a quem a sorte daria, em condições especiais, o instante de presenciar o conflito em que Joaquim Pinto Madeira, pela segunda vez, abandonaria as várzeas do Icó, decidindo, no combate, os seus ideais./ Era adolescente a testemunha que teria, 1como motivo plasmador do seu caráter no amanhã, de homem preferido para os empreendimentos de escol, o espetáculo, másculo, impressionante, dos que deliberam no choque das armas os sentimentos que formam a mística, das nacionalidades. Vivendo lutas, sentindo a agitação provincial que parecia cuidada, pelos nossos antepassados, com desvelo mais caro que interesses os mais importantes da vida particular de cada um, e sempre concluídos com feitos enérgicos, os seus pensamentos não formariam o cérebro senão de matéria potencialmente capaz de permitir gestos e atitudes varonis. Estas já se revelavam naquele quatro de abril fatídico para Joaquim Pinto madeira, “no menino destemido que percorria os lugares de combate, apanhando as balas por brincadeira, e indo verificar, a cada queda, qual o combatente que baqueara”./ Teria identificado os cem homens que, consoante rezam as crônicas, foram sacrificados?/ Não importa senão admitirmos a curiosidade e a despreocupação em face do perigo, por ele demonstrada./ O episódio narrado, vivido na transição da fase positiva para a sentimental, em que o caráter, na primeira, é influenciado pelas ações diárias, capazes, de formá-lo para o bem ou deformá-lo; e, a segunda, que reque “ benevolência, ternura e carinho” era de molde a marcar, francamente, o desenvolvimento do seu espírito para o êxito ou fracasso. A genitora de Leonardo Ferreira marques deve ter sido mulher de qualidades acrisoladas, capaz de paciência, clarividência e amor. Do seu proceder moderado e justo é que poderia, após anos, fazer surgir, do rebanho afoito da Mombaça, o homem leal, valente e empreendedor, distinguido com a Comenda da Rosa e o baronato de S. Leonardo, este pelo Governo Português (sendo, então, Rei - D.Luiz I)./ Guarnecido lhe fora o temperamento com a moldura sólida que aos eleitos da honra é permitido ao presenciar refregas. Sofrendo o martírio de seu povo, deve ter guardado a experiência de que as lutas retemperam os sentimentos e trabalham a vontade bem formada./ Logo que se fez varonil, do Ceará, ele passou a palmilhar, como voluntário que procura o triunfo, os campos gerais do Piauí. E, assim, teve oportunidade de tomar parte ativa na conclusão conhecida por Balaiada, principiada em dezembro de 1838, com o arrombamento da cadeia de Manga do Ingá, chefiada por Raimundo Gomes, vulgo Cara Preta, cuja horda, em janeiro de 1839, foi reforçada com os adeptos de Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, vulgo Balaio, bem apoiados e melhor explorados pelo preto Cosme, que se intitulava “tutor e imperador das liberdades bentevis”, como “ negro pernóstico fugido” das prisões da capital, consoante João Capistrano de Abreu. Considerada foi a Província do Maranhão pacificada a 29 de janeiro de 1841, pelo seu presidente e comandante das armas,nesse tempo o coronel Luiz Alves de Lima, mais tarde Duque de Caxias./ Quer dizer que, no início da luta, contava Leonardo Ferreira Marques dezoito anos e , ao findá-la, no posto de capitão das forças regulares, vinte e um incompletos, provando honra e valor, que mais tarde o seu irmão Bento marques Brasil mostrou no Exército ser uma qualidade de família./ Após, a Amazônia... Dos Sertões cearenses ela arrastava como força imantada, para seus rios e para os seus campos, os homens capazes na luta, ou os desenganados de vitória na gleba, uns e outros para torná-la maior e mais brasílica, de quanto tempo à época em que vivemos não importa desde que assim deve ser para remate de quem lá consegue mercês ou sucumbe com a própria derrota. Ao filho simples dos meus sertões, o fascínio do norte legendário, sobre ele exercido, bem como dezenas de outros, foi enérgico e forte e valeu para o seu bem, e para a felicidade de sua gente, glória da terra que lhe proporcionara meios de grande fortuna no comércio difícil do regateio, no rio-mar. Iria vender em ambiente muito diferente. “No Nordeste de veios pequenos, uma vida agrícola campesina; no amazonas, de alagadiço, de oceanos fluviais, à busca aos produtos naturais, à hevea que a Europa procurava, reclamava dia a dia; no Amazonas, ainda, o índio selvagem desconfiado, que por vezes reclamava de armas na mão os seus direitos à terra de onde expulsavam, a floresta densa que era preciso penetrar sem esmorecimento, asilo de feras, a alimentação diversa, a febre de mau caráter. Lá a estrada, o cavalo para transporte; aqui o curso dos rios, a ubá, a montaria, a gaiola. O nordestino, em páginas de heroísmo, triunfando sobre todos esses empecilhos, tamanhas dificuldades, lutando contra a própria natureza, bandeirante, sertanista no século XIX, devassou o vale, ocupou-o sem desfalecimentos. Fez obra de soldado e de economista, das maiores obras políticas do Brasil no século”. ( H. do Amazonas- Ferreira Reis). / E as oportunidades ao batalhador infatigável foram surgindo graças ao método que se traçara de trabalho profícuo e perseverante./ E ao êxito no Exército, e aos triunfos no comércio iria, ainda, já fixada a sua estada em Manaus, aliar os sucessos na política, desempenhando com grande proveito e muita dignidade par aquela terra as funções de vários cargos públicos, inclusive o de primeiro vice-presidente da província, de 24 de agosto a 24 de novembro de 1868. Homem culto e viajado, foi chefe político liberal de grande prestígio, negociante importante em Manaus e proprietário de grandes seringais no alto Amazonas. Era considerado, muito justamente o cônsul cearense naquela então província, auxiliando a todos aqueles que o procuravam./ A Europa era-lhe familiar, e Paris deu-lhe por momentos diversos e muito mais que isso, senhora ilustre, por esposa, em 1847, Aline Gauthier. do consórcio houve quatro filhos: Leonardo, que morreu em criança; Maria Ferreira Marques, que se casou com Antônio Amorim, negociante português, nascendo cinco filhos, dos quais dois se formaram em engenharia e a única filha casou com o engenheiro civil Lúcio Freitas do Amaral, que exerceu cargos importantes no Ceará e no Pará; Aline Gomes Parente, que se casou com o sobralense, o Desembargador Esmerino Gomes Parente; Luiza Ferreira Marques, casou-se com Jules Milvoy, negociante francês. Não houve sucessão; posteriormente foi desposada, em segundas núpcias, pelo súbito italiano Buzetti./ O Ceará, certo, dá pancadas de amor nos de sua estirpe, proporcionando longas ausências, de que a vítima, às vezes, aparece como filho pródigo... E à terra berço ele retornou em 1888, junho, já comendador da Ordem da Rosa, Barão de São Leonardo, e possuindo bens materiais avultados e evidentemente o mais importante e nobre: “pundonor, inteligência, cultura e uma lealdade nunca desmentida”. / Homem, assim, que soube vencer e de visão superior, que os fatos atestam, pela sua atuação nos empreendimentos de significação econômica./ Para a Estrada de Ferro de Baturité subscreveu a soma de quarenta contos de réis, e se constituiu irmão benfeitor da Santa Casa de Misericórdia, de Fortaleza. E, ainda, em Manaus, não ficou indiferente ao martírio dos seus conterrâneos, quando a Província perdia as esperanças de inverno, em junho de 1878. Nessa época, “o abandono ou emigração do sertão foi completo; vilas inteiras, d’antes prósperas, ficaram com duas ou três casas somente habitadas. Fazendas, ou estâncias de 280, 300 e 500 reses reduzimram-se a nada. Os fazendeiros que tentaram as retiradas do gado para o Piauí ou perderam-no por moléstias ou pelo furto e extravio. pelas estradas morreram de fome famílias inteiras e muitas que conseguiram atingir o litoral, tão escaveiradas e enfraquecidas vinham, que caíam moribundas pelas calçadas e praças da capital e de outras cidades marítimas. De 25 a 26.000 contos em quanto era avaliado o valor do gado vacum, desceu a menos de 200 contos. / Dos fins de 1878 até meado de 1879, especialmente em dezembro de 78 e janeiro de 79, a bexiga atingiu a proporções nunca vistas. Em mais de um dia o número de vítimas excedeu, na capital, a mil. / Os corpos ficavam insepultos, a morte estava por toda parte, o luto em todos os lares” ( Thomaz Pompeu). / Administrava, em 1878, o Ceará, o Dr. José Júlio de Albuquerque Barros, que recebeu os donativos conseguidos, na capital do Amazonas, na importância de 4:500$000, pelo Barão. Era um auxílio. Prova de amor à gleba./ Fez doação, em 1884, ao Gabinete Lavrense de Leituras, das obras completas de José de Alencar, encadernadas luxuosamente./ No amazonas, em 1860, consoante notificou O Cearense, ano XIV nº 1529, de 22 de maio “o coronel Leonardo Ferreira Marques, nosso patrício, e um dos mais ricos e inteligentes proprietários daquela província propôs a fundar uma ou mais fazendas de gado, no alto Madeira e solicita da Assembléia Geral, a concessão de três léguas de terras devolutas, para esse fim, sem o ônus de demarcação e medição, porque isso importaria numa despesa superior a todo interesse. O projeto do Cel. Marques é de tanta utilidade para aquela província, que não tem gado e sofre grande falta de carne, que supomos não encontrará no Corpo Legislativo a menor dificuldade na concessão que pede”./ Ao falecer, na manhã do dia 09 de junho de 1894, na sua chácara da Prainha, contava próximo de 74 anos, tendo, consoante foi brilhantemente retratado na “República”e “O comércio”, imprensa da época, “adquirido avultada fortuna e uma extensa estima entre seus voevos”. /Encontra-se seu retrato na galeria dos benfeitores da Santa Casa de misericórdia de Fortaleza. O seu retrato também se encontra com o de sua esposa a Baronesa Aline Gauthier numa sala do Museu Histórico e Antropológico do Ceará, juntamente com outros barões e viscondes cearenses.(Material fornecido por Esmerino Silva).

Leonardo Ferreira Marques 143(1), n. em Mombaça (CE), a 08/08/1820 e fal. a 09/06/1894, Barão de São Leonardo, e de Aline Gauthier Marques, n. em Paris- França, em 01/07/1823 e fal. em 10,07.1904. Pais de: quatro filhos: 

1 - Leonardo - que morreu em criança; 

2 - Maria Ferreira Marques - que se casou com Antônio Amorim, negociante português, nascendo cinco filhos, dos quais dois se formaram em engenharia e a única filha casou com o engenheiro civil Lúcio Freitas do Amaral, que exerceu cargos importantes no Ceará e no Pará; 

3 - Aline Gomes Parente - que se casou com o sobralense, o Desembargador Esmerino Gomes Parente. Pais de:
Leonardo Gomes Parente
Isabel Gomes Parente
Leopoldina Gomes Parente
Maria Luiza Gomes Parente

4 - Luiza Ferreira Marques - casou-se com Jules Milvoy, negociante francês. Não houve sucessão; posteriormente foi desposada, em segundas núpcias, pelo súbito italiano Buzetti.

LEONARDO GOMES PARENTE, fal. em Manaus. Casou-se com Adelina da Cunha Parente, deixando oito filhos. Pais de:


Álvaro Cunha Parente n. a 25/11/1899, cursou o antigo Colégio Colombo, do Dr. Leiria de Andrade em Fortaleza, mas, transferindo-se para o Rio de Janeiro, ali cursou a Faculdade de Direito, bacharelando-se em 1926. Iniciou a carreira profissional como Promotor de justiça no Estado do Espírito Santo e, depois, residiu em S. Paulo, onde foi Delegado Regional em Botucatu, cargo que abandonou para dedicar-se à advocacia e ao magistério em Santos, cidade em que foi Diretor do Instituto José Bonifácio; Secretário do Instituto Histórico e Geografia de Santos e presidente da Associação Atlética Americana. Sócio correspondente da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e da similar de Lisboa. publicou: O Cinematógrafo na Geografia; Ensaios de Geografia Econômica e Palestras e Ensaios.
ISABEL GOMES PARENTE (Belinha). Casou-se com o DR. ARISTIDES PEREIRA LEÃO, Engenheiro Pernambucano, que desempenhou importantes comissões em Sergipe, Pernambuco, Ceará e Pará. Tiveram apenas uma filha:
ALINE PARENTE LEÃO (LINY)

LEOPOLDINA GOMES PARENTE (Buínha) n. a 13/07/1870 e fal. a 18/04/1962. Casou-se com EMÍLIO GOMES PARENTE n. a 02/01/1869 e fal. a 30/04/1922. Foi político de elevado prestígio e Deputado Estadual em duas legislaturas, nos governos de Benjamin Barroso e do Dr. João Tomé de Sabóia e Silva. (Cit.Genealogia Sobralense- Os Gomes Parente, Tomo II, pg 381).

MARIA LUIZA GOMES PARENTE (YaYá) n. a 15/08/1881, em Parangaba (CE) e fal. a 25/06/1963em Fortaleza. Casou-se com JOSÉ QUIRINO SILVA n. a 04/06/1872em Sobral (Ce) e fal. a 21/12/1941em Fortaleza. Foi despachante da Alfândega em Fortaleza. Pais de:
MARIA LUÍZA SILVA
ALINE SILVA
CÉSAR SILVA
RENATO SILVA
CARMEN SILVA
RAIMUNDO SILVA
MARIA DOLORES SILVA
JOSÉ AUGUSTO SILVA
ESMERINO SILVA
 MARIA LUÍZA SILVA n. a 21/09/1905, professora estadual, e fal. a 17/09/1984, inupta.

 ALINE SILVA n. a 02/04/1907 e fal. a 07/08/1990, inupta.

 CÉSAR SILVA n. a 10/07/1908 e fal. a 20/04/1992. Foi funcionário da fiscalização dos Postos do Rio de Janeiro(RJ), casou-se com Noêmi Pereira da Silva n. a 26/01/1910, que foi funcionária pública federal. Sem sucessão.

RENATO SILVA n. a 02/07/1910em Fortaleza e fal. na mesma cidade a 30/08/1973. Foi Juiz de Direito. Casou-se com Maria Aguiar Coêlho Silva n. a 03/05/1921 e fal. a 11/06/1993. Pais de:
José Renato Silva
José Ronaldo Coêlho Silva
José Roberto Coêlho Silva
José Ricardo Coêlho Silva
José Renato Silva n. a 28/09/1939, funcionário aposentado do Banco do Brasil, casou-se a 26/07/1963 com Tânia Cavalcante Silva n. a 03/05/1921. Pais de:
José Renato Silva Júnior n. a 14/06/1970
Raquel Cavalcante Silva n. a 18/06/1980

José Ronaldo Coêlho Silva n. a 08/06/1944, Engenheiro Agrônomo e professor no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará, casou-se com Vânia Meireles Prata Silva, terapeuta ocupacional. Pais de:
Ticiana Prata Silva n. a 18/06/1974

José Roberto Coêlho Silva n. a 25/09/1946, Engenheiro Civil, casou-se a 07/07/1970, com Neíse Távora de França Silva, Assistente Social. Pais de:
Roberto Távora de França Silva n. a 23/04/1972
Renata Távora de França Silva n. a 07/10/1975

José Ricardo Coêlho Silva n. a 10/06/1955, formado em enfermagem, casou-se a 03/10/1980 com Cármen Lúcia Osterno Silva. Pais de:
Naiane Osterno Silva n. a 25/09/1981
Ricardo César Osterno Silva n. a 06/06/1983
Andréia Osterno Silva n. a 22/04/1986

Carmen Silva n. a 17/08/1911 e fal. a 20/04/1986. Casou-se a 25/10/1940, com Aníbal Câmara do Bonfim n. a 28/08/1905 e fal. a 15/10/1973, comerciário. Pais de:
Maria Luísa Silva Bomfim
Alzira Silva Bomfim
Aníbal Câmara Bomfim Filho
Antônio Sérgio Silva Bomfim
Maria Luíza Silva Bomfim n. a 30/05/1942, professora estadual, casou-se e divorciou-se de Francisco Aristeo Oliveira Cavalcanti n. a 26/02/1940, em João Pessoa (PB), militar. Pais de:
Magno César B. Cavalcanti n. a 12/12/1964
 Ana Paula B. Cavalcanti n. a 19/08/1967
Émerson Bomfim Cavalcanti n. a 15/12/1970

Alzira Silva Bomfim n. a 05/08/1943em Fortaleza, professora estadual, casou-se com Eulino Lima Façanha, n. em Aquiraz (CE), militar. Pais de:
Christianne Bomfim Façanha
Giovanni Bomfim Façanha
Christianne Bomfim Werthajm n. a 19/11/1964, economista, casou-se com Ronaldo Werthajm, contabilista. Sem sucessão.
Giovanni Bomfim Façanha, n. 04/05/1970, inupta.

Aníbal Câmara Bomfim Filho n. a 18/02/1947em Fortaleza (CE), professor universitário, casou-se com Ângela
Sant’anna Costa n. a 02/02/1947, em Cachoeiro do Itapemirim (ES), advogada. Pais de:
Fabiano Costa Bomfim n. a 13/12/1978
Marcela Costa Bomfim n. a 19/07/1983

Antônio Sérgio Silva Bomfim n. a 07/06/1948em Fortaleza, funcionário do Banco do Nordeste do Brasil, casou-se com Maria Tereza Barros de Alencar n. a 22/12/1950, professora. Pais de:
Antônio Sérgio S. B. Filho n. a 19/06/1973
Daniel de Alencar Bomfim n. a 30/08/1975

RAIMUNDO SILVA n. a 01/02/1913, funcionário aposentado do Banco do Brasil, casou-se com ROSA EUGÊNIA AGUIAR E SILVA, n . a 25/06/1909 e fal. a 03/09/1991. Pais de:
Sônia Ângela e Silva
Rosa Maria e Silva
Marly Aguiar e Silva
Pedro Júlio Aguiar e Silva
Sônia Ângela e Silva n. a 18/01/1944 em Fortaleza.

Rosa Maria e Silva n. a 09/05/1946, em Quixadá (Ce), formada em Educação Musical e Pedagogia.

Marly Aguiar e Silva n. a 04/03/1947em Sobral (Ce), professora e funcionária pública municipal

Pedro Júlio Aguiar e Silva n. a 18/11/1950em Fortaleza, formado em Administração de Empresas. Casou-se com Valéria Teófilo Aguiar e Silva n. a 02/07/1958.

MARIA DOLORES SILVA n. a 11/03/1914 e fal. a 28/03/1980, foi funcionária da Justiça do Trabalho em Fortaleza (CE).

JOSÉ AUGUSTO SILVA n. a 05/01/1918, Engenheiro Agrônomo, solteiro.

ESMERINO SILVA n. a 31/10/1920 e fal. em 1997em Fortaleza. Foi funcionário do Banco do Brasil. Casou-se a 31/01/1946 com RAIMUNDA REINE LIMAVERDE E SILVA n. a 06/01/1930. Pais de:
Regine Helena Limaverde e Silva
Lêda Maria Limaverde e Silva
Raimundo Carlos Limaverde e Silva
Maria de Fátima Limaverde e Silva
Regine Helena Silva dos Fernandes Vieira n. a 14/03/1947em Fortaleza, bióloga, professora na Universidade Federal do Ceará. Escritora pertence a Academia Cearense de Letras, com livros publicados. Casou-se a 29/03/1968 com Gustavo Hitzschky Fernandes Vieira, farmacêutico, bioquímico e professor na UFC. Pais de:
Ivna Hitzschky Silva dos Fernandes Vieira n. a 27/02/1969em Fortaleza, médica, formada pela Faculdade de medicina da UFC.

Dax Hitzschky Silva dos Fernandes Vieira n. a 02/09/1972em Fortaleza (CE).
Gustavo Hitzschky Fernandes Vieira Júnior n. a 09.021979em Fortaleza (CE).

Lêda Maria Limaverde e Silva n. a 25/05/1948, em Quixadá (CE), casou-se duas vezes. A 1ª, com Raymundo Santabaia Nogueira Martins n. a 11/02/1938, militar. A 2ª, a 21/09/1981. Pais de:
Do 1º matrimônio:
Luiz Marcelo Silva dos Santabaia Martins n. a 30/05/1973em Fortaleza(Ce).
Fernando Paulo Silva dos Santabaia Martins n. a 21/04/1975, em Belém(PA).

 Raimundo Carlos Limaverde e Silva n. a 08/06/1949em Fortaleza (CE), Engenheiro Arquiteto, professor da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), e em vários colégios da Capital. Solteiro. Casado e divorciado de Joana D’Arc Sguário da Silva n. a 14/02/1953, artista plástica. Posteriormente uniu-se à Maria Conceição Alves Bezerra. Atualmente, convive com Alays Andrade Madeira Barros n. a 25/11/1954. Pais de:
Do 1º matrimônio:
Carla Sguário L. Silva e Silva n. a 15/02/1982.

Da união com Maria da Conceição:
Bárbara B. Limaverde e Silva
n. a 28/05/1987.
Da união com Alays Andrade:
Iná Andrade Limaverde n. a 07/03/1991.

Maria de Fátima Limaverde e Silva Hebert n. a 21/01/1954 em Fortaleza, formado em Psicologia no Canadá. Casou-se a 13/04/1973 e divorciada do professor universitário canadense Joseph Rosaire Hébert n. a 22/11/1936, em Quebec, Canadá. Pais de:
Leonardo Silva Hébert n. a 05/09/1974, em Quebec (Canadá).

Breno Silva Hébert n. a 02/09/1979, em Winnipeg Mantoba, Canadá..






Maria Ferreira Marques de Amorim, que se casou com Antônio Paulino de Brito Amorim, negociante português, nascendo cinco filhos, dos quais dois se formaram em engenharia e a única filha casou com o engenheiro civil Lúcio Freitas do Amaral, que exerceu cargos importantes no Ceará e no Pará. Pais de:

Aline Marques de Amorim
Leonardo Marques de Amorim
Antônio Marques de Brito Amorim
Leandro Marques de Amorim
(desconhecido)

Aline Marques de Amorim casada com Lúcio Freitas do Amaral. Pais de:

Lúcio Amorim do Amaral
Antônio Amorim do Amaral
Octávio Amorim do Amaral
Edgard Amorim do Amaral
Carmem Marie Amorim do Amaral

Lúcio Amorim do Amaral casou com Maria de Nazareth Pinheiro. Pais de:
Carlos do Amaral
Lúcio
Márcia
Valéria
Vinicius

Antônio Amorim do Amaral casou com Emma Medina. Pais de:
César Medina do Amaral
Fernando Medina do Amaral casado Maria Helenice do Amaral

Octávio Amorim do Amaral faleceu com 18 anos em Londres Inglaterra

Edgard Amorim do Amaral casou com Gladys Price. Pais de:
Edgard
Rose Mary

Carmem Marie Amorim do Amaral casou com Valdir Acatauassú Nunes. Pais de: 
Aline
Domingos
Maria dos Anjos Acatauassú Freire
Paulo Sérgio


Após o falecimento de Antônio Paulino de Brito Amorim a viúva Maria Ferreira Marques de Amorim contraiu segundas núpcias na Igreja de São Sebastião Manaus AM, no dia 19 de Janeiro de 1889, com o colombiano Daniel Pomareda de quem não houve nenhum filho, alterando o nome para Maria Marques Pomareda.  







Theodoro Bento Ferreira Marques Brasil
Capitão Bento Brasil



Bento Ferreira Marques Brasil



Fotos na sequencia de cima para baixo da esq para dir:

Cap Bento Ferreira Marques Brasil
Anna Cecília Rodrigues Brasil

Luiza Mesquita Brasil
Cel.Theodoro Ferreira Marques Brasil
Benedita Benfica Brasil

Esther Motta Brasil
Adolpho Brasil 
Thereza Magalhães Brasil







 Descendentes de Raimundo Pereira da Silva


Batismo de Thomasia filha de Thomas Ferreira e Ignácia Maria
30 de Julho de 1795
www.familysearch.org







Atestado de óbito de Bento Ferreira Marques Brasil


https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HT-63Y3-VZQ?i=105&cc=1582573&personaUrl=%2Fark%3A%2F61903%2F1%3A1%3AWYGQ-NC2M 



Descendentes de Adolfo Brasil


Casa de Bento Ferreira Marques Brasil - Boa Vista RR





Segunda residência do povoado de boa vista
 É até hoje ocupada pela quinta geração da mesma família. A casa em estilo neoclássico foi a segunda residência levantada no povoado de Boa Vista no final do século 19, por Bento Ferreira Marques Brasil. Hoje vive na casa a bisneta do fundador, Petita Brasil, e o seu neto. Ou seja, a quinta geração da mesma família habita o casarão, que mantém a fachada e o mobiliário da época. Apesar de não ser aberta para visitação, não hesite em bater. Se der sorte, Petita estará lá para te atender com toda a simpatia e atenção. Aproveite para ouvir muitas histórias da artista de família de historiadores apaixonada pelas terras uapixanas, que Petita defende serem os verdadeiros índios da região em vez dos macuxis, como diz a maioria dos boa-vistenses.


Casa mais antiga da cidade
Descendente do coronel Teodoro Bento Ferreira Marques Brasil, membro de uma das primeiras famílias de militares a chegar a Boa Vista, Petita Brasil é hoje dona da casa mais antiga da capital de Roraima. Construída em 1888 às margens do Rio Branco e ao lado do antigo Porto do Cimento, hoje Orla Taumanã, a casa virou Patrimônio Histórico de Boa Vista na década 1990 e mantém a estrutura, pisos e portas originais.

Palco de grandes 'conchavos políticos', segundo Petita, hoje a luta é para manter a história viva. "Esses prédios e casas são um bem público. Fazem parte da história de um povo. O que entristece é quando querem anular a história. Eu digo sempre aos governantes: faça sua história, mas não apague aqueles que com muito suor e esforço também fizeram a sua".
Feita de adobe, técnica antiga de terra crua usada para construir casas, a residência com cinco quartos e três salas foi palácio do primeiro governador do então Território Federal do Rio Branco, Capitão Ene Garcez dos Reis; recebeu o ex-presidente Juscelino Kubitschek no período de sua campanha eleitoral em 1955 e acolheu as primeiras madres beneditinas que ministraram as aulas no território.
http://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2015/07/conheca-historia-e-curiosidades-que-marcam-os-125-anos-de-boa-vista.html







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