quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Paróquia Jesus, Maria e José Quixadá CE 150 Anos


Paróquia Jesus, Maria e José Quixadá CE

150 Anos





Igreja Quixadá

                                           Patrimônio da Igreja de Quixadá 
                                           (J. Jucá) Jornal O Sitiá 26.10.1924

Em 1784 o benemérito pernambucano José de Barros, então abastado criador nesta localidade, a esse tempo mera povoação, edificou, a expensas próprias, a capela que teve por invocação a gloriosa trindade - Jesus, Maria e José; capela que, limpa e aumentada, serve agora de matriz desta rica e importante freguesia, motivo porque a intendência deste município, inspirando-se nos louváveis sentimentos da justiça, em 1890 deu ao local, que ela demora, a merecida denominação de Praça José de Barros. como justa homenagem a sua saudosa memória, que deve ser objeto constante de grata recordação, ele que, pode-se dizer, deu início a atual grandeza de Quixadá.
Sua magnanimidade foi além: fez doação, a título gratuito, de duas léguas de terra sob uma de fundo, à referida capela, a começar da conhecida cacimba - Mãe Dominga - abaixo da então povoação no leito do rio Sitiá, em rumo do poente, até a barra do Custódio, uma légua acima da barragem do monumental açude do Cedro, que ora faz a prosperidade desta bela cidade, tendo sido desta última légua, além daquela barragem indevidamente apossada pelos potentados dessas afastadas época, originando-se daí um litígio, em que, conforme a tradição, fora vencedor o mencionado patrimônio, dormindo, entretanto, o Accordam nos velhos arquivos da Relação de Pernambuco, à cuja jurisdição pertencia outrora o Ceará, nunca se lhe promovendo a respectiva execução.

Escritura de doação do Patrimônio que fez José de Barros Ferreira à capela de 
Jesus Maria e José que pretende erigir no Sítio de Quixadá, Riacho do Sitiá. 
Quixeramobim Livro de Notas 08 de 1777-1783



Padres da Capela Jesus Maria José - Quixadá Ceará

1º - Cláudio Pereira de Farias

                 

Padre Claudio Pereira de Farias 
Nasceu em Jaguaruana outrora, União, a 21 de setembro de 1818. 
Pais: Antônio Cláudio de Oliveira e D. Maria dos Prazeres. 
Ordenou-se em Pernambuco, em 1846. 
Capelão da União, 1854, 1859. 
Vigário de Cascavel, de outubro de 1862 a outubro de 1864. 
Presidente em Quixadá, 1866,1867. 
10 Vigário de Quixadá, de 04 de fevereiro de 1870 a 10 de janeiro 
de 1873. Posse, 13 de fevereiro. 
Promovido de ordem em Quixadá, de 18 de fevereiro de 1876 a 1881. 
Esteve em Guaramiranga, em 1879. 
Promovido de ordem em União, de 1896 a 1898. 
Batizou o futuro Padre Antônio Cláudio da Rocha, a 19 de fevereiro 
de 1854, na Capela do (União). 
Batizou o futuro Padre Bruno Figueiredo e o Padre Domingos 
Castro Barbosa. 
Foi encontrado oficiando em Quixadá, já em 27 de maio de 1846, 
quando começa a assinar termos de óbitos. 
Faleceu em Giqui (União), a 30 de, março de 1902. 

Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará (1700 a 2004), por Aureliano Diamantino Silveira, volume I. Pg 318.


2º - Padre João Scaligero Augusto Maravalho

 
Nasceu em Sobral, a 23 de junho de 1845.
Batizado a 13 de julho, pelo Padre Francisco Antônio de Melo, de licença do Vigário José da Costa Barros. Foi uma das testemunhas o Padre José Sabino Lopes de Alcântara.
Ordenação em Fortaleza; a 21 de setembro de 1869.
Primeira Missa a 26 de setembro de 1869, no Seminário.
Lente do Seminário de Fortaleza, 1867 a 1873.
Vigário de Quixadá, 11 de janeiro de 1873 a oito de fevereiro de 1878: posse em dois de fevereiro.
Coadjutor da Sé de Fortaleza, de oito de fevereiro a dois de outubro de 1878.
Teve carta de Exeat em 14 de outubro de 1878.
Mestre de Cerimônias da Sé, 11 de fevereiro de 1869 a abril de 1871.
Grande jornalista. No Ceará, colaborou na "Tribuna Católica" e "Constituição"
No Rio, fundou "A Estrela" e "O Apóstolo". Este durou 14 anos e acabou empastelado, porque em 1897 comentava as atrocidades da luta civil no Rio Grande do Sul.
O Padre Scaligero refugiou-se na Europa. No Sul, lecionou nos Colégios do Rio e no Seminário de Porto Alegre. Autor dos livros "O Cristianismo", (tradução), "O campanheiro do cristão" e "O século atual".
Pais: Rufino Alves Maravalho e Dona Francisca Rufina Pessoa.
Nº 29 da matrícula no Seminário, onde entrou a 17 de janeiro de 1865.
No Rio, lecionou em vários colégios durante quase 20 anos.
Como homem culto e jornalista destemido, colaborou para vários jornais de Fortaleza: "O companheiro fiel do cristão" Ceará; 1872: "O Século Atual e o Dogma da Infalibilidade", Ceará, 1872; "O Cristianismo", tradução da obra de Verger, dois volumes, 1874.
Faleceu no Rio de Janeiro.
(Foto colorizada)
Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará (1700 a 2004), por Aureliano Diamantino Silveira, volume II. Pg 265/266




3º Padre Pedro de Abreu Pereira











Nasceu em Maria Pereira, a 7 de julho de 1846.
Batizado a 5 de agosto, pelo Vigário interino de M. Pereira, Pe.
Francisco Manoel de Lima e Albuquerque. Ordenação em Fortaleza,
a 29 de novembro de 1874. Faleceu em Messejana, a 3 de junho de
1919. (Boletim Arquidiocesano). Coadjutor de Pedra Branca, 15 de
fevereiro de 1875 - 15 de fevereiro de 1876. Coadjutor de Canindé,
16 de fevereiro de 1877 - 8 de fevereiro de 1878; posse 25 de fevereiro.
(licenciara-se a 10/11/1877).
Vigário de Quixadá, 8 de fevereiro de 1878 - 6 de abril de 1885;
posse 10 de março. Teve Carta Comendatícia para o Pará, em 13 de
junho de 1889. No Pará, vigariou em Alenquer e Óbidos. Voltou ao
Ceará, em fins de 1902.
Vigário de Campo Grande, 13 de março de 1903 - 20 de
setembro de 1910. Vigário de Messejana, 26 de janeiro de 1911-
1913. N° 85 matrícula no Seminário, onde entrou a 31 de julho de
1866. Pais: Bernardo da Silva Pereira e D. Maria Antônia de Jesus.
Boletim Arquidiocesano, nº 17, di-lo falecido aos 3 de junho
de 1919, aos 79 anos, o que é errado.

Fonte: Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará (1700 a 2004), por Aureliano Diamantino Silveira, volume III. Pg 29



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